Um dia, um nômade eu fui.
Olhava outros primatas
Repúdio eu sentia, desgosto.
Mal eu sabia,
Que na minha mente prematura
O que me faltava era um monumento.
O fogo eu não conhecia.
Vivia de um modo diferente,
Desse modo, também via o mundo.
Quando via a carne nua
Ela eu comia crua.
E só depois que fui saber,
Esperando o tempo que ia,
Que era o fogo o que eu não conhecia.
E quando a experiência
Da pequena luz por mim se passou
O meu corpo se curvou,
Calafrios ela me conduzia.
Saudades, dor, calor.
Tudo é fogo,
E fogo é amor.
Autora: Julia Nimeyer
Um comentário:
que desse monumento voce possa contemplar como numa eternidade
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