29/10/2007

Church yard gates


What’s a flower?
A single soul in a beautiful shape.
It is a soul lost in time
Waiting to find its soul mate.
When the wind blows through the yard,
The flowers get to know each other,
But fall in love with the breeze,
Then die in unhappiness
For it’s a love that cannot be

Autora: Julia Niemeyer

25/10/2007

Não me canso de esperar

Estou eu cá,
Flébil a te esperar.
Murmurando palavras
Desperdiçando gestos
De amor ignorado.
Observo a diáfana janela
Escuto as surdinas no vazio altar.

Olhe para mim se puder...
Se importe com o que digo
Se quiser.
Esperar-te-ei com paciência.
Pois meus olhos dolentes,
Nebulosos e doentes
Eternamente estarão a te procurar.

Autora: Julia Niemeyer

24/10/2007

Baú de porcelana

Pois olham, vejam só!
A porcelana que é boneca,
Menina triste;
Olhos de amêndoa,
Cabelos lisos
E boca pequena.

É tão mimosa e imaculada.
Pele branquinha,
Bochecha rosada...
Tão lindinha e serena.
Dedos compridos
De deusa inanimada.

Ela é tão linda
Traços perfeitos.
Gostaria que ela me ouvisse.
Que minhas palavras
Ela entendesse...
Minha única amiga,
Eu te amo, minha confidente.

Seu corpo fino,
Curvado e feminino.
Gostaria que me abraçasse
E me entendesse.
Gostaria que essa boneca,
Que dentre todas é a mais bela,
Sobre si me falasse, se pudesse...

Gostaria que essa mulher
Com seus delineados lábios,
Rubros com meu sangue a pulsar,
Viesse me sussurrar...
Dizer que me quer bem,
Que é só minha,
Que quer me namorar...
Que para sempre me amará.

Autora: Julia Niemeyer

21/10/2007

Palavras escondidas

Gostaria de poder estar falando tudo isso
Na sua frente e só pra você
Mas não me sinto apta ou no direito
De isso fazer.
Só te digo uma coisa
E talvez algumas a mais,
Isso que eu sinto dentro
Não pretendo esquecer
Apagar da memória ou deixar falecer.
Não me importa o que você sente agora.

Eu sou assim, meio retrógrada,
Decido que me vou
Mas não consigo prosseguir.
Paro pra pensar para qual caminho devo ir,
Mas sem você cada pedra
Desvia o meu rio
Para que eu não possa me esconder.
O Cupido me persegue
Junto com a febre
E o infortúnio de não mais te ter..

Autora: Julia Niemeyer

17/10/2007

Shouldn't have to say it

I’m sorry to say
And please believe me
Those stupid ideas
They only appear
Because I’m so in love
With you, my dear.

Autora: Julia Niemeyer

I've lost it

I’m feeling low and afraid
This time we’ve been apart
Has taken all my strength away.
I can’t find happiness without your love
I’ve lost my will to carry on.

Autora: Julia Niemeyer

09/10/2007

Prometeus

Um dia, um nômade eu fui.
Olhava outros primatas
Repúdio eu sentia, desgosto.
Mal eu sabia,
Que na minha mente prematura
O que me faltava era um monumento.
O fogo eu não conhecia.

Vivia de um modo diferente,
Desse modo, também via o mundo.
Quando via a carne nua
Ela eu comia crua.
E só depois que fui saber,
Esperando o tempo que ia,
Que era o fogo o que eu não conhecia.

E quando a experiência
Da pequena luz por mim se passou
O meu corpo se curvou,
Calafrios ela me conduzia.
Saudades, dor, calor.
Tudo é fogo,
E fogo é amor.

Autora: Julia Nimeyer

08/10/2007

A megera indomável

Só a saudade fica.
A saudade fica
E da dor da alma se alimenta,
Crescendo conforme o tempo
Passa.

O tempo esse mal não cura.
Com o tempo a intriga se eleva
A cada minuto o monstro se manifesta,
Cada vez mais forte,
Cada vez mais resistente.

A saudade é a ferida
Que o tempo pode cicatrizar,
Mas não fecha para sempre.
É a dor que ele alivia,
Mas não cura,
Não totalmente.

Os pensamentos e seus encantos
São suas armas preferidas.
A danada da saudade
Nunca que alivia...
Ela mexe com a cabeça
Que roda, enlouquecendo a menininha.

E pobre dela.
Se escrava da saudade se fez,
De certo não resistirá por muito tempo.
A maldita da saudade alfineta,
O coração ela espeta,
Destrói e despedaça.
E na cabeça só reina o medo.

E só quando as esperanças
Extinguem-se
E nada mais você suporta,
E a vida parece que lhe fechara
Cada porta...
Aí, minha menina, amiga,
É que a megera malvada
Atinge sua principal meta.

Autora: Julia Niemeyer

07/10/2007

Falsa cura

Não mintas pra mim,
Pois assim não posso ser feliz.
Pior que a dor da verdade
É o falso bálsamo da mentira.

Não se digas comovida
Pelas lágrimas que me lavam.
Não venhas com falsas juras,
Que lentamente me esmagam.

Não finjas olhar pra mim
E se apaixonar por me fitar.
Se enquanto essas palavras lhe saem pela boca,
A menina dos seus sonhos é outra.

Não me obrigues a acreditar
Que o tempo faz crescer o seu amor
Pois nunca se declarou
E para mim isso é um horror.

Não me faças acordar.
A realidade para mim é solidão.
Na melancolia dos meus sonhos
Eu quero imaginar a sua gratidão.

Finge que sentes algo,
Mas nada quero desse improviso.
Pois aqui dentro, seus falsos sentimentos
Fazem minha felicidade
Fugir com o vento.

Autora: Julia Niemeyer

05/10/2007

Obra Fictícia

Quando não estou contigo
Meu coração está em pedaços.
Você leva consigo
Uma manta de retalhos
Do meu tecido muscular.

Você a usa para se cobrir
E se proteger.
Você a usa para
Fazer-me enlouquecer.

Pega meu coração.
Recorte e colagem,
Quanta fascinação.
Não deixo, porém,
De olhar-te com imensa
Admiração, bobagem.

Fica com sua arte,
Sua obra de ficção.
Eu a vejo montá-la
E esqueço-me do porém.
No final há de não querê-la
Jogando-a para o além.

Esquece-se de mim, então.
Come da poupa do meu coração.
Faz a farsa do ator no palco.
E eu me engano; aplaudo.
Sou a platéia dos idiotas,
Dos enlouquecidos
E você nem me nota.

Mas eu cego,
Surdo e mudo
Danço à sua volta.
Celebro o meu cansaço,
Esquecendo-me da despedida
Do errante amor, horror.
E da rejeitada obra
Que nenhum vestígio deixou.

Autora: Julia niemeyer

04/10/2007

Sussurra-me

Já cansei dessa brincadeira
De viver sem você.
Volte já para casa
Que eu quero ver o sol nascer.

A luz transparece nos seus olhos
Que reflete na minha retina
A imagem de uma menina linda,
De uma alma muito querida.

Que vontade de ver novamente
A brincadeira de criança
Da menina da esperança.
Mas ela aqui não mais se encontra.

Ei! Você aí de cima!
Devolva a minha amiguinha.
Quero contá-la meus segredos
E as novidades, minhas felicidades.

Quero ouvi-la fazer o mesmo.
Fechar os olhos e sussurrar-me
Um grande desejo.
Sussurra, Catharina, sussurra-me.

Em meu leito, estava eu.
A lua foi ter comigo,
Meus olhos ela leu.
Então me disse com carinho:

“Feliz ela está,
Sorrindo viverá.
Nada a maltratará.
Seu desejo se realizará...”

Chorar por tal causa
Nunca mais eu vou,
Pois feliz ela se encontra
E bela
Para sempre ficou.

Autora: Julia Niemeyer

01/10/2007

Perífrase

Cabelos longos caindo-lhe pelas costas
Às vezes arroxeados e outras, amendoados.
Olhos redondos me fitam com olhar cativante,
Impenetrável,
Um baú de surpresas inviolável.
Tristeza e pureza
É criança, é mulher.
E canta como o pássaro nas palmeiras.

Minha musa forasteira,
Esquece-me, despeja-me.
Mas me ilude, para minha tristeza.
Vivo a pensar em teu dançar
E nos tempos em que em meu leito
Por horas fez questão de estar.

E me entristece quando a vejo
O tom de voz mudar
As sobrancelhas por sobre os olhos levantar
E gotas derramar para que
Meu colo venha molhar.
Minha amada te quero bem
E o faço melhor do que outrem.

Por que choras, minha Deusa?
Por que Cupido fez o artifício
De teu coração atormentar?
E o meu despedaçar...
Tu és a heroína de meu Romance
Àquela atribuo o papel de vilã
E a mim, de futura manhã.

Se me permitisses tentar,
Das palmeiras onde tu
Virias cantar, meu sabiá,
Levaria-te ao infinito
Faria-te a ninfa mais feliz
De todas as águas do mar.

Levaria-te comigo até ao altar
Para nas nuvens flutuar e nos problemas
Não mais pensar.
Seríamos um só, corpo e alma.
Viraríamos Deus e Deusa
Do amor infinito que reina no ar.
Se me permitisses tentar.

Autora: Julia Niemeyer

Wait

When I look up to the sky
And see that bright star
Shining high
I know that it is you,
Somewhere,
Thinking of me,
Singing for me
The most beautiful song of your heart

Autora: Julia Niemeyer