Acabo de perder minha poesia
Nas linhas tristes desse vazio.
Tudo que me resta é o calor
Que procuro para esse frio.
Um outro corpo para me entreter.
Um Bobo da Corte
Para me fazer esquecer.
Um amor perdido que me faça pensar,
Nos tempos bons e no que viera de lá.
Mas eu só penso no vazio.
Abro o meu baú facilmente.
Gotas lavam minha face,
Lavam minhas preces.
E vão lavar, agora, o vazio que só cresce.
No baú escuro, nem uma voz me estremece.
Nenhum cheiro me desperta,
Nenhum canto a mim chama.
E é só em chama...e agora perece.
Autora: Julia Niemeyer
10/01/2009
Tempos de amor inacabável
O tempo é algo que se perde fácil.
E não se arrasta como em relva...
O que temos de fazer é decidir
Como gastar o que nos resta.
Houve uma época em que eu era
O seu maior passa-tempo.
A partir de um certo dia,
A felicidade por mim lhe viera.
Se o seu amor, então, vacila,
É pelo fim que ele impera.
Então eu volto de mãos vazias
Transformada em uma fera.
E as lembranças dos sorrisos.
Do relógio girando a esfera,
Do não saber pelo que se espera.
Tempos de amor inacabável.
Autora: Julia Niemeyer
E não se arrasta como em relva...
O que temos de fazer é decidir
Como gastar o que nos resta.
Houve uma época em que eu era
O seu maior passa-tempo.
A partir de um certo dia,
A felicidade por mim lhe viera.
Se o seu amor, então, vacila,
É pelo fim que ele impera.
Então eu volto de mãos vazias
Transformada em uma fera.
E as lembranças dos sorrisos.
Do relógio girando a esfera,
Do não saber pelo que se espera.
Tempos de amor inacabável.
Autora: Julia Niemeyer
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