14/12/2007

La pluie

Every time you cry
You make me shiver inside.
For each drop of tear
That your eyes shed
It is a peace of my heart
That is crushed.

My dear, my love
Don’t let injustices
Destroy your world.
There’s no smile on my face
While there’s no joy in yours.
Please, don’t make me have to pray.

For you I’d make the world fair,
I’d make the sun sweeter,
I’d make its light brighter.
I’d turn my life upside down,
I’d give up beautiful clouds,
I’d give up pleasant sounds.

I’d give up my talents,
My wishes, my faith.
I’d give up my luck,
I’d give up my grace.
I’m going to give you
All of my smooth elements,
For your happiness, I’m going to trace.

Autora: Julia Niemeyer

03/12/2007

Waterfall of tears

I feel fine under a waterfall
Words left in the cold
They disappear into a fog
I am a light under your waterfall of tears
Feel fine being left in this world
Alone
There’s no need to say it out loud
But before the feelings turn into a typhoon,
Carrying all that’s left of good and fair
Away from you,
Far, far away from you,
I’ll admit it
I can’t help being the ghost
Through your heart
Frightening your happiness away.
Now listen to what I shall say
I feel fine being left under your waterfall of tears.

Autora: Julia Niemeyer

12/11/2007

If I were king

If I were king
I would have the most beautiful of all kingdoms
Only for you
There would be the most elegant swans
That would sing and dance
Only for you

The waterfalls would be the greatest of all
And crystal clear will be their waters
Only for you
The sky would be the bluest
And the stars would shine the brightest light
Only for you

The wind would blow softly in your hair
And the smell of freedom would be the best
Only for you
The trees would be the biggest
And the apples, the reddest
Only for you

I would be whatever you wanted me to be
And I would do whatever you asked
We would live in harmony
And free from concerns
There would be no tears in my kingdom
No hate, nor battle
There would be no one
That could possibly take away your smile
And that's everything I live for

Autora: Julia Niemeyer

07/11/2007

Le Nuage, Mon Cœur.

Linda nuvem,
Pairando no céu,
Diga-me onde fica
A entrada do ser feliz.

Como que eu faço
Pra abrir aquela porta
Vermelha cor de Sangue,
Pulsando a aorta?

Diga-me, pobre anjo
Que me observa do seu posto.
Será que aquela menina,
Sabe? A mais bela dentre todos...

Será que me escutará?
Será que me dirá
Que me ama,
Que quer ser meu par?

Oh! Gabriel,
Meu lindo arcanjo
Protetor no céu
Estenda-me a mão.

Seja como for,
Se eu entrar,
Com ou sem dor,
Eu serei fiel.

Eu serei fiel,
Ela será feliz.
Brilharão milhões
De estrelas no céu.

E como será bonito,
Como será reluzente,
Minha cara confidente,
Uma vez que formos,
Apenas um ser, um só ente.

Autora: Julia Niemeyer

29/10/2007

Church yard gates


What’s a flower?
A single soul in a beautiful shape.
It is a soul lost in time
Waiting to find its soul mate.
When the wind blows through the yard,
The flowers get to know each other,
But fall in love with the breeze,
Then die in unhappiness
For it’s a love that cannot be

Autora: Julia Niemeyer

25/10/2007

Não me canso de esperar

Estou eu cá,
Flébil a te esperar.
Murmurando palavras
Desperdiçando gestos
De amor ignorado.
Observo a diáfana janela
Escuto as surdinas no vazio altar.

Olhe para mim se puder...
Se importe com o que digo
Se quiser.
Esperar-te-ei com paciência.
Pois meus olhos dolentes,
Nebulosos e doentes
Eternamente estarão a te procurar.

Autora: Julia Niemeyer

24/10/2007

Baú de porcelana

Pois olham, vejam só!
A porcelana que é boneca,
Menina triste;
Olhos de amêndoa,
Cabelos lisos
E boca pequena.

É tão mimosa e imaculada.
Pele branquinha,
Bochecha rosada...
Tão lindinha e serena.
Dedos compridos
De deusa inanimada.

Ela é tão linda
Traços perfeitos.
Gostaria que ela me ouvisse.
Que minhas palavras
Ela entendesse...
Minha única amiga,
Eu te amo, minha confidente.

Seu corpo fino,
Curvado e feminino.
Gostaria que me abraçasse
E me entendesse.
Gostaria que essa boneca,
Que dentre todas é a mais bela,
Sobre si me falasse, se pudesse...

Gostaria que essa mulher
Com seus delineados lábios,
Rubros com meu sangue a pulsar,
Viesse me sussurrar...
Dizer que me quer bem,
Que é só minha,
Que quer me namorar...
Que para sempre me amará.

Autora: Julia Niemeyer

21/10/2007

Palavras escondidas

Gostaria de poder estar falando tudo isso
Na sua frente e só pra você
Mas não me sinto apta ou no direito
De isso fazer.
Só te digo uma coisa
E talvez algumas a mais,
Isso que eu sinto dentro
Não pretendo esquecer
Apagar da memória ou deixar falecer.
Não me importa o que você sente agora.

Eu sou assim, meio retrógrada,
Decido que me vou
Mas não consigo prosseguir.
Paro pra pensar para qual caminho devo ir,
Mas sem você cada pedra
Desvia o meu rio
Para que eu não possa me esconder.
O Cupido me persegue
Junto com a febre
E o infortúnio de não mais te ter..

Autora: Julia Niemeyer

17/10/2007

Shouldn't have to say it

I’m sorry to say
And please believe me
Those stupid ideas
They only appear
Because I’m so in love
With you, my dear.

Autora: Julia Niemeyer

I've lost it

I’m feeling low and afraid
This time we’ve been apart
Has taken all my strength away.
I can’t find happiness without your love
I’ve lost my will to carry on.

Autora: Julia Niemeyer

09/10/2007

Prometeus

Um dia, um nômade eu fui.
Olhava outros primatas
Repúdio eu sentia, desgosto.
Mal eu sabia,
Que na minha mente prematura
O que me faltava era um monumento.
O fogo eu não conhecia.

Vivia de um modo diferente,
Desse modo, também via o mundo.
Quando via a carne nua
Ela eu comia crua.
E só depois que fui saber,
Esperando o tempo que ia,
Que era o fogo o que eu não conhecia.

E quando a experiência
Da pequena luz por mim se passou
O meu corpo se curvou,
Calafrios ela me conduzia.
Saudades, dor, calor.
Tudo é fogo,
E fogo é amor.

Autora: Julia Nimeyer

08/10/2007

A megera indomável

Só a saudade fica.
A saudade fica
E da dor da alma se alimenta,
Crescendo conforme o tempo
Passa.

O tempo esse mal não cura.
Com o tempo a intriga se eleva
A cada minuto o monstro se manifesta,
Cada vez mais forte,
Cada vez mais resistente.

A saudade é a ferida
Que o tempo pode cicatrizar,
Mas não fecha para sempre.
É a dor que ele alivia,
Mas não cura,
Não totalmente.

Os pensamentos e seus encantos
São suas armas preferidas.
A danada da saudade
Nunca que alivia...
Ela mexe com a cabeça
Que roda, enlouquecendo a menininha.

E pobre dela.
Se escrava da saudade se fez,
De certo não resistirá por muito tempo.
A maldita da saudade alfineta,
O coração ela espeta,
Destrói e despedaça.
E na cabeça só reina o medo.

E só quando as esperanças
Extinguem-se
E nada mais você suporta,
E a vida parece que lhe fechara
Cada porta...
Aí, minha menina, amiga,
É que a megera malvada
Atinge sua principal meta.

Autora: Julia Niemeyer

07/10/2007

Falsa cura

Não mintas pra mim,
Pois assim não posso ser feliz.
Pior que a dor da verdade
É o falso bálsamo da mentira.

Não se digas comovida
Pelas lágrimas que me lavam.
Não venhas com falsas juras,
Que lentamente me esmagam.

Não finjas olhar pra mim
E se apaixonar por me fitar.
Se enquanto essas palavras lhe saem pela boca,
A menina dos seus sonhos é outra.

Não me obrigues a acreditar
Que o tempo faz crescer o seu amor
Pois nunca se declarou
E para mim isso é um horror.

Não me faças acordar.
A realidade para mim é solidão.
Na melancolia dos meus sonhos
Eu quero imaginar a sua gratidão.

Finge que sentes algo,
Mas nada quero desse improviso.
Pois aqui dentro, seus falsos sentimentos
Fazem minha felicidade
Fugir com o vento.

Autora: Julia Niemeyer

05/10/2007

Obra Fictícia

Quando não estou contigo
Meu coração está em pedaços.
Você leva consigo
Uma manta de retalhos
Do meu tecido muscular.

Você a usa para se cobrir
E se proteger.
Você a usa para
Fazer-me enlouquecer.

Pega meu coração.
Recorte e colagem,
Quanta fascinação.
Não deixo, porém,
De olhar-te com imensa
Admiração, bobagem.

Fica com sua arte,
Sua obra de ficção.
Eu a vejo montá-la
E esqueço-me do porém.
No final há de não querê-la
Jogando-a para o além.

Esquece-se de mim, então.
Come da poupa do meu coração.
Faz a farsa do ator no palco.
E eu me engano; aplaudo.
Sou a platéia dos idiotas,
Dos enlouquecidos
E você nem me nota.

Mas eu cego,
Surdo e mudo
Danço à sua volta.
Celebro o meu cansaço,
Esquecendo-me da despedida
Do errante amor, horror.
E da rejeitada obra
Que nenhum vestígio deixou.

Autora: Julia niemeyer

04/10/2007

Sussurra-me

Já cansei dessa brincadeira
De viver sem você.
Volte já para casa
Que eu quero ver o sol nascer.

A luz transparece nos seus olhos
Que reflete na minha retina
A imagem de uma menina linda,
De uma alma muito querida.

Que vontade de ver novamente
A brincadeira de criança
Da menina da esperança.
Mas ela aqui não mais se encontra.

Ei! Você aí de cima!
Devolva a minha amiguinha.
Quero contá-la meus segredos
E as novidades, minhas felicidades.

Quero ouvi-la fazer o mesmo.
Fechar os olhos e sussurrar-me
Um grande desejo.
Sussurra, Catharina, sussurra-me.

Em meu leito, estava eu.
A lua foi ter comigo,
Meus olhos ela leu.
Então me disse com carinho:

“Feliz ela está,
Sorrindo viverá.
Nada a maltratará.
Seu desejo se realizará...”

Chorar por tal causa
Nunca mais eu vou,
Pois feliz ela se encontra
E bela
Para sempre ficou.

Autora: Julia Niemeyer

01/10/2007

Perífrase

Cabelos longos caindo-lhe pelas costas
Às vezes arroxeados e outras, amendoados.
Olhos redondos me fitam com olhar cativante,
Impenetrável,
Um baú de surpresas inviolável.
Tristeza e pureza
É criança, é mulher.
E canta como o pássaro nas palmeiras.

Minha musa forasteira,
Esquece-me, despeja-me.
Mas me ilude, para minha tristeza.
Vivo a pensar em teu dançar
E nos tempos em que em meu leito
Por horas fez questão de estar.

E me entristece quando a vejo
O tom de voz mudar
As sobrancelhas por sobre os olhos levantar
E gotas derramar para que
Meu colo venha molhar.
Minha amada te quero bem
E o faço melhor do que outrem.

Por que choras, minha Deusa?
Por que Cupido fez o artifício
De teu coração atormentar?
E o meu despedaçar...
Tu és a heroína de meu Romance
Àquela atribuo o papel de vilã
E a mim, de futura manhã.

Se me permitisses tentar,
Das palmeiras onde tu
Virias cantar, meu sabiá,
Levaria-te ao infinito
Faria-te a ninfa mais feliz
De todas as águas do mar.

Levaria-te comigo até ao altar
Para nas nuvens flutuar e nos problemas
Não mais pensar.
Seríamos um só, corpo e alma.
Viraríamos Deus e Deusa
Do amor infinito que reina no ar.
Se me permitisses tentar.

Autora: Julia Niemeyer

Wait

When I look up to the sky
And see that bright star
Shining high
I know that it is you,
Somewhere,
Thinking of me,
Singing for me
The most beautiful song of your heart

Autora: Julia Niemeyer

29/09/2007

Burn us

And I don’t know why
I’d rather be in hell with you
Then live days of beautiful things
Alone in the sky.

But what can I do?
I just can’t pretend to be ok
When I’m not with you.
Yeah! It’s sad but true.

Autora: Julia Niemeyer

26/09/2007

Alívio

Não consigo me conter
Em olhar nos seus olhos e saber
Que você não mais me faz sofrer.
Eu fico horas em seus braços,
E como fico entregue,
Enrolada, quantos embaraços.

Risos, beijos, lábios.
Sonhos, muitos sonhos realizados.
Lembranças dos tempos de dor,
E quanto tempo durou..
Nada mais importa agora,
A força me foi tirada lá,
Mas aqui ela voltou
E não me escapará.

Seu riso, sua respiração,
Quanta emoção.
Tudo tão lindo,
Nada mais é frio.
Contentarei-me, pois,
Em ficar apenas nesse momento.
O resto dos meus dias
Não será mais de sofrimento.

Eu pulo até a lua,
Eu nado no mar de algas impuras.
Eu me enrosco no teu corpo
E faço juras de amor,
De paixão,
Passo-te todo o meu calor.
E como seria, minha pequena menina,
Se não a tivesse aqui
Para feliz me fazer, Colombina,
Para me tratar como nunca antes
Me tratou?

Venha, goze comigo dessa felicidade
Infinita.
Não tenha medo do final,
O final será só o começo.
E o que aqui acontece
Será para sempre o enredo
Da história que nós teremos para contar.
E da nossa vida,
Vida de amar.

Autora: Julia Niemeyer

A dor de ser feliz

Eu choro
Choro por todos os motivos do mundo.
Os aparentes e os escondidos.
Eu choro porque estou feliz e triste,
Estou emocionada, satisfeita e angustiada.
Choro pelo meu coração em pedaços que, apesar dos embaraços,
Ainda pulsa em vão.

Choro pelo meu aniversário,
Pelo inferno astral.
Choro por você que não me ama
E por você que nunca me deixou magoada na cama.
Por aquele que me concebeu e por aquela que me deu a luz.
Choro pelo livro que acabou, e pela chuva que caiu.

Choro porque rio
Rio pela luz refletida nos olhos dela
E pelo sorriso que busco nos meus sonhos.
Pela magia da minha Amada Musa,
Pelo baú trancado nos escombros.

Rio por aqueles lá em cima
Que me fazem chorar lágrimas de alegria
Que escorrem pelas minhas mãos.
Rio pela música que me dá tamanha inspiração
Para que, com graça, eu termine esta canção...
Mal acabada.

Autora: Julia Niemeyer

Eu preciso dizer que te amo

Quando a gente conversa contando casos, besteiras.
Quanta coisa em comum, deixando escapar segredos.
E eu não sei que hora dizer, me dá um medo, que medo!
É que eu preciso dizer que eu te amo, te ganhar ou perder sem engano.
É eu preciso dizer que eu te amo... tanto...
E até o tempo passa arrastado só para eu ficar do teu lado.
Você me chora dores de outro amor, se abre e acaba comigo,
E nessa novela eu não quero ser teu amigo.
É que eu preciso dizer que eu te amo, te ganhar ou perder sem engano.
É eu preciso dizer que eu te amo... tanto...
Eu já não sei se eu tou me estourando.
Ah! Eu perco o sono
Lembrando em qualquer riso teu, qualquer bandeira.
Fechando a abrindo a geladeira a noite inteira.
É que eu preciso dizer que eu te amo, te ganhar ou perder sem engano.

É eu preciso dizer que eu te amo... tanto!

Autor: Cazuza

23/09/2007

Think of me

Take my hand.
Let’s go for a walk.
We don't need to talk.
All I need to feel happiness
Is to look into your eyes
And see my smile reflected,
Not hers.

Take my hand.
If you want to fly away with me
And never look behind,
Never cry for what once was,
Just feel the wind through your hair
And my lips kissing yours.

Take my hand.
If you want to feel happiness
When you look into my eyes
And see your smile reflected,
Not someone else's.

Autora: Julia Niemeyer

20/09/2007

O domínio da imaginação - mente perturbada

Corro atrás
Mas peço desculpas.
Descabelo-me,
Enquanto me chutas.
Jazo cansada
No túmulo meu.
Esse defunto
De desgosto morreu.
Na branca lápide
Letras pretas diziam:
“Menina dos sonhos,
Anjo bonito,
Encoste o ouvido
Em meu peito e escuta
Se para ti me queres
Corre, não percas tempo,
E luta”.

Autora: Julia Niemeyer

Esse é um poema velho, feito por uma cabeça perturbada por suas indagações e pensamentos sombrios.
Devíamos saber dominar nossa imaginação, se não ela nos domina.

19/09/2007

Difíceis Soluções

Difíceis soluções
Para todas as questões
Na vida, na morte
A Menina, o poeta,
Frentista ou lixeiro
Ninguém as liberta.

Será que um dia
Alguém encontra
A chave secreta
Capaz de abrir,
Em todos os corações,
A Grande Porta
Que para as soluções
Nos leva?

Não, pois a vida não teria
Um só significado
Se fosse fácil o caminho
Para o que é desejado.

Autora: Julia Niemeyer
Inspirado em "Hora da Decisão", de Isis Honnen.

18/09/2007

For ever and more

I don’t know why
“Goodbye” isn’t an option right now.
I just carry on
Believing that you’re right there
Waiting for me
To call you.

Hey! Let’s go out
Let’s get drunk
Let’s walk to the sun
Let’s pretend that everything
Is all right
Let’s be the ones
That defeated death
Let’s be the ones
That do not cry anymore

Let’s be happiness and forgiveness
Let’s be kind and polite
King and queen
Let’s pretend to be fine
Let’s spin round and round
Under the rain that falls
Let’s look at each other
And just say
“I’m right here for ever and more”

Autora: Julia Niemeyer

17/09/2007

Inspira!

Vamos combinar
Que onde você está
Respira-se felicidade pelo ar.
Agora, desça já aqui,
Venha me ajudar,
Empreste-me um pouco da tua,
Que você cultivou por todos esses anos.

Essa sua felicidade inacabável,
Imperecível e infalível,
Para que, assim,
Eu possa continuar a caminhar
Em direção ao limiar
Do sol e das sombras do luar
Sem você ao meu lado
Para comigo gozar
Desse eterno brilhar..

Que eram teus olhos.

Autora: Julia Niemeyer

Vai em paz, minha amiga! Não tenha medo. Largue dessa angústia e se vá.
No final, iremos todos nos reencontrar, de braços abertos e sorrisos largos.
Mas agora é hora de partir para o seu novo lar, o mais lindo de todos.

16/09/2007

Smile

I’m looking up to the sky
And I’m feeling just fine
For I know that you didn’t go
The memories keep you alive
Smile

Autora: Julia Niemeyer

Atual fase: Negação; talvez a melhor de todas.

15/09/2007

Sem título

Não tenha medo, não.
Muitos daí te farão companhia.
Você nunca estará sozinha.
Meu amor, minha querida,
Me dá uma peninha..
Você se foi, assim de repente,
E me deixou pensante
Repleta de lembranças
Daqueles dias felizes
Enquanto nós, crianças, atrizes,
Fazíamos nosso teatro,
Na vida e no palco.

Ah! Que saudade que dá.
Da sua risada,
Da sua maneira de viver.
Sempre a mais sorridente
E a mais travessa.
Nunca me esquecerei,
Dos tempos bons,
Dos tempos ruins.
Chuva, sol, calor e frio.
Tudo era bom
Mas o que me sobrou,
Foi um simples vazio
E eu com a minha dor
Fazendo das lágrimas,
Um rio.

Autora: Julia Niemeyer

Mais uma homenagem à Eterna Estrela de uma amizade sem fim.

14/09/2007

Para Catharina Chagas, para sempre amada!

Não te darei flores,
Pois bem sei que
Delas não gostaria.
Não te mandarei um oi
Deste mundo sujo
Com a falta que tu me faz

Bem sei que, se ainda aqui estivesse,
Não te ligaria ou te mandaria
Um mísero cartão se pudesse.
Bem sei que nunca imaginaria
A perda de uma alma tão querida
Tão rápido, tão fácil
Mas é difícil, minha linda...

Nada tenho a declarar
Num momento como esse
Nada me vem no pensamento
E meus olhos ardem de chorar.
Por um momento
Poderia dizer-lhe um Adeus,
Um tchauzinho sequer,
Mas o mundo, esse mundo,
Justo, que é bom,
Não é.

Ficarei aqui, na minha vidinha,
Esperando em vão a minha vizinha.
Mas ela não virá.
Não, ela não vem.
Ela já foi, há muito tempo ela foi.
E não foi ida, pois não tem volta
Para esta menina linda.
Não, não tem...

Autora: Julia Niemeyer

Para uma menina muito especial, que fará muita falta na minha vida.
Para sempre, Catharina.

13/09/2007

A esperança que se esconde

Não consigo mais esperar
Eu acho que eu vou me perder
Nessas linhas mal escritas
Pretendo fazê-la ver
Nada mais é de meu agrado
Nem o riso da criança
Nem os primeiros raios da manhã de março
Pois sem você meu caminho de dá por perdido
E passos retrógrados são só o que posso tomar
Espero sem esperança
Olhando pelo patamar
Será que você sente minha falta
Ou tem outra que sua cabeça possa ocupar?
Eu poderia vir a tomar
A mesma decisão e me distanciar
Mas a minha vida de nada me serve
Se não tenho A minha bela para me amar

Autora: Julia Niemeyer