Só a saudade fica.
A saudade fica
E da dor da alma se alimenta,
Crescendo conforme o tempo
Passa.
O tempo esse mal não cura.
Com o tempo a intriga se eleva
A cada minuto o monstro se manifesta,
Cada vez mais forte,
Cada vez mais resistente.
A saudade é a ferida
Que o tempo pode cicatrizar,
Mas não fecha para sempre.
É a dor que ele alivia,
Mas não cura,
Não totalmente.
Os pensamentos e seus encantos
São suas armas preferidas.
A danada da saudade
Nunca que alivia...
Ela mexe com a cabeça
Que roda, enlouquecendo a menininha.
E pobre dela.
Se escrava da saudade se fez,
De certo não resistirá por muito tempo.
A maldita da saudade alfineta,
O coração ela espeta,
Destrói e despedaça.
E na cabeça só reina o medo.
E só quando as esperanças
Extinguem-se
E nada mais você suporta,
E a vida parece que lhe fechara
Cada porta...
Aí, minha menina, amiga,
É que a megera malvada
Atinge sua principal meta.
Autora: Julia Niemeyer
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