Eu quero tudo sim.
Quero tudo e mais um pouco.
E por que não?
Se esse mundo já está tão pequeno
Por que não querê-lo por completo?
Cada grão de areia,
Cada pedacinho.
Cada folha de cada árvore,
Quero andar por todos os caminhos.
Não quero ter que escolher,
Quero todas as opções.
Quero A, B, C e D.
E se tiver até o Z eu também vou querer.
Os limites são inventados.
E eu não sei se gosto muito...
Sou megalomaníaca sim.
E não me envergonho,
Admito com convicção!
Autora: Julia Niemeyer
Poetry is the music of the soul, and, above all, of great and feeling souls
04/03/2012
28/01/2012
Grande Teatro Noturno
Em cima do palco
Começado o espetáculo,
De cortinas abertas,
Em pé estava Norma,
E lá ela contava sua história.
E a assistia abismada
de ouvidos e olhos abertos
A via e a escutava.
Suas palavras eu reproduzia,
Enquanto seus sons ecoavam
Na minha mente vazia.
Norma, séria, me olhava.
Mandou-me sentar.
Sentei-me e fiquei lá.
Uma forte luz, porém, acendeu
E de suas palavras Norma se esqueceu.
Eu, então, despertada me mexi
E, ignorando Norma, levantei
E por mim respondi.
Apropriei-me da fala,
Lembrei-me de minha história,
Enquanto sons ecoavam
Da boca fechada de Norma.
E o espetáculo em si terminou.
Sem platéia e sem aplauso
O grande show de disfarces
Em minha vida se encerrou.
A cortina vermelha enfim se fechou.
Foi dizendo adeus à Norma,
Que agora livre estou.
Autora: Julia Niemeyer
Começado o espetáculo,
De cortinas abertas,
Em pé estava Norma,
E lá ela contava sua história.
E a assistia abismada
de ouvidos e olhos abertos
A via e a escutava.
Suas palavras eu reproduzia,
Enquanto seus sons ecoavam
Na minha mente vazia.
Norma, séria, me olhava.
Mandou-me sentar.
Sentei-me e fiquei lá.
Uma forte luz, porém, acendeu
E de suas palavras Norma se esqueceu.
Eu, então, despertada me mexi
E, ignorando Norma, levantei
E por mim respondi.
Apropriei-me da fala,
Lembrei-me de minha história,
Enquanto sons ecoavam
Da boca fechada de Norma.
E o espetáculo em si terminou.
Sem platéia e sem aplauso
O grande show de disfarces
Em minha vida se encerrou.
A cortina vermelha enfim se fechou.
Foi dizendo adeus à Norma,
Que agora livre estou.
Autora: Julia Niemeyer
07/10/2011
Se
E se eu soubesse o que é o imaginário?
O que é real, o que é herdado...
É essa memória que me entorpece!
E se eu pudesse bloquea-la?
Ou mesmo bloquear esse medo
Que me enfraquece...
E se eu simplesmente sentir?
Perder a razão, fugir...
Mas a angústia é demais pra mim
E se torna meu maior obstáculo.
Aprender com a vida é
A maior aprendizagem do homem.
Mas é uma lição dolorosa.
Queria eu saber esquecer...
Autora: Julia Niemeyer
O que é real, o que é herdado...
É essa memória que me entorpece!
E se eu pudesse bloquea-la?
Ou mesmo bloquear esse medo
Que me enfraquece...
E se eu simplesmente sentir?
Perder a razão, fugir...
Mas a angústia é demais pra mim
E se torna meu maior obstáculo.
Aprender com a vida é
A maior aprendizagem do homem.
Mas é uma lição dolorosa.
Queria eu saber esquecer...
Autora: Julia Niemeyer
18/03/2011
Xadrez
O meu mundo estava quadrado
Quadrado e quadriculado.
E eu, pião, mesmo não rainha,
Muito menos rei,
Ficava a mercê da jogadora
Andando pouco a cada vez.
No começo restringida
A dois paços de cada vez
Com medo daquele mundo
Pouco o explorei.
Mas hoje eu já mudei.
Devagar estou virando o jogo.
E sem medo deslizo e descubro
Cada quadrado, preto ou branco,
Cada espaço, pequeno ou amplo,
E meu mundo vai ficando redondo.
Rodando, indo e voltando,
Minha vida vai passando.
E enquanto se modifica meu molde
Cronos bem devagar me engole.
Cada aspecto do que é, foi.
Vejo novos horizontes, sinto novos cheiros.
Mas as imagens do que era
Ainda me põem medo.
Apesar de a vontade ser grande
O esquecimento leva tempo...
Autora: Julia Niemeyer
Quadrado e quadriculado.
E eu, pião, mesmo não rainha,
Muito menos rei,
Ficava a mercê da jogadora
Andando pouco a cada vez.
No começo restringida
A dois paços de cada vez
Com medo daquele mundo
Pouco o explorei.
Mas hoje eu já mudei.
Devagar estou virando o jogo.
E sem medo deslizo e descubro
Cada quadrado, preto ou branco,
Cada espaço, pequeno ou amplo,
E meu mundo vai ficando redondo.
Rodando, indo e voltando,
Minha vida vai passando.
E enquanto se modifica meu molde
Cronos bem devagar me engole.
Cada aspecto do que é, foi.
Vejo novos horizontes, sinto novos cheiros.
Mas as imagens do que era
Ainda me põem medo.
Apesar de a vontade ser grande
O esquecimento leva tempo...
Autora: Julia Niemeyer
06/03/2011
Poesia dos três
Saudade, saudade, saudade...
Lembrança, lembrança, lembrança...
Figuras, figuras, figuras...
Trêz vezes imaginação.
Três vezes sentimentos.
Dor, dor, dor...
Lamento, lamento lamento...
Desespero, desespero, desespero...
Três vezes limites.
Três vezes apelos.
Tapa, tapa, tapa...
Ferida, ferida, ferida...
Marca, marca, marca...
Três vezes cicatriz.
Três vezes causa.
Amor, amor, amor...
Música, música, música...
Poesia, poesia, poesia...
Três vezes arte.
Três vezes eu.
Valor, valor, valor...
Perda, perda, perda...
Vazio, vazio, vazio...
Três vezes passado.
Três vezes futuro.
Erro, erro, erro...
Castigo, castigo, castigo...
Culpa, culpa, culpa...
Três vezes religião.
Três vezes vida.
Autora: Julia Niemeyer
Lembrança, lembrança, lembrança...
Figuras, figuras, figuras...
Trêz vezes imaginação.
Três vezes sentimentos.
Dor, dor, dor...
Lamento, lamento lamento...
Desespero, desespero, desespero...
Três vezes limites.
Três vezes apelos.
Tapa, tapa, tapa...
Ferida, ferida, ferida...
Marca, marca, marca...
Três vezes cicatriz.
Três vezes causa.
Amor, amor, amor...
Música, música, música...
Poesia, poesia, poesia...
Três vezes arte.
Três vezes eu.
Valor, valor, valor...
Perda, perda, perda...
Vazio, vazio, vazio...
Três vezes passado.
Três vezes futuro.
Erro, erro, erro...
Castigo, castigo, castigo...
Culpa, culpa, culpa...
Três vezes religião.
Três vezes vida.
Autora: Julia Niemeyer
Apelo
Alguém me salve da ansiedade.
E desse poder que ela tem.
Por favor, me salve dessa angústia,
Parece até que eu não morro sem...
Me tira, me tira desse buraco.
Por favor, eu te imploro,
Me deixa ir, me deixa ir...
Se não o tom da sua linda voz,
Se não a visão do seu lindo rosto,
Se não o som do seu riso,
Apenas ouvir seu nome, imaginá-la,
Traz tormento ao meu peito.
Então por favor, suma...me deixe sumir.
Preciso parar de sentir,
Parar de lembrar, de imaginar.
Quero fugir para o abrigo da dormência,
Que um dia me serviu de refúgio,
Mas de onde você já antes me tirou.
Você me roubou, me usou, e me estragou.
E é minha loucura, não sua culpa, eu sei...
E eu me entreguei uma vez
E de tal forma que me perdi...
Agora não sei se consigo achar
Meu caminho de volta para a sanidade.
É uma dor excruciante amar alguém assim.
Amá-la mal amado, mal cuidado.
E por isso eu me desculpo,
Sem esperar que aceite o que digo.
Mas entenda minha doença,
Afinal você é ela...
A doença chamada amor é difícil de se curar,
Mas um dia eu espero conseguir me recuperar.
É como se limpar de uma droga já muito usada:
Difícil de primeira, talvez impossível...
A dor me cega, meu choro me afoga,
E apesar de não saber se estou pronta,
Pelo menos eu sei que quero tentar.
Autora: Julia Niemeyer
E desse poder que ela tem.
Por favor, me salve dessa angústia,
Parece até que eu não morro sem...
Me tira, me tira desse buraco.
Por favor, eu te imploro,
Me deixa ir, me deixa ir...
Se não o tom da sua linda voz,
Se não a visão do seu lindo rosto,
Se não o som do seu riso,
Apenas ouvir seu nome, imaginá-la,
Traz tormento ao meu peito.
Então por favor, suma...me deixe sumir.
Preciso parar de sentir,
Parar de lembrar, de imaginar.
Quero fugir para o abrigo da dormência,
Que um dia me serviu de refúgio,
Mas de onde você já antes me tirou.
Você me roubou, me usou, e me estragou.
E é minha loucura, não sua culpa, eu sei...
E eu me entreguei uma vez
E de tal forma que me perdi...
Agora não sei se consigo achar
Meu caminho de volta para a sanidade.
É uma dor excruciante amar alguém assim.
Amá-la mal amado, mal cuidado.
E por isso eu me desculpo,
Sem esperar que aceite o que digo.
Mas entenda minha doença,
Afinal você é ela...
A doença chamada amor é difícil de se curar,
Mas um dia eu espero conseguir me recuperar.
É como se limpar de uma droga já muito usada:
Difícil de primeira, talvez impossível...
A dor me cega, meu choro me afoga,
E apesar de não saber se estou pronta,
Pelo menos eu sei que quero tentar.
Autora: Julia Niemeyer
13/01/2011
Libertei-me
Eu sei que demoro...
Mas a demora nem sempre é ruim.
Dez anos, dez dias...o importante é sair.
E quanto mais fora do casulo
A borboleta se encontra,
Mais alto e bonito é seu vôo.
E eu sei que voarei alto.
E dessa vez sem cair
Só porque dessa vez
Eu realmente quero sair.
E cada vez mais o limão
Vai se tornando por completo
Uma laranja lima doce.
Mais doce que o ar de verão,
Mais doce que a lenha
Queimando no inverno...
E com o tempo demorado
O ciclo se expande e circula,
Umas vezes pra trás,
Mas na maioria das vezes em frente.
Minha casca esverdeada já não mais
Combina com meu interior adocicado.
E eu estarei saindo do casulo aos poucos
E demorando o tempo que devo,
Mas minhas asas já são aparentes e funcionais,
E eu não mais tenho medo de usá-las.
Autora: Julia Niemeyer
Mas a demora nem sempre é ruim.
Dez anos, dez dias...o importante é sair.
E quanto mais fora do casulo
A borboleta se encontra,
Mais alto e bonito é seu vôo.
E eu sei que voarei alto.
E dessa vez sem cair
Só porque dessa vez
Eu realmente quero sair.
E cada vez mais o limão
Vai se tornando por completo
Uma laranja lima doce.
Mais doce que o ar de verão,
Mais doce que a lenha
Queimando no inverno...
E com o tempo demorado
O ciclo se expande e circula,
Umas vezes pra trás,
Mas na maioria das vezes em frente.
Minha casca esverdeada já não mais
Combina com meu interior adocicado.
E eu estarei saindo do casulo aos poucos
E demorando o tempo que devo,
Mas minhas asas já são aparentes e funcionais,
E eu não mais tenho medo de usá-las.
Autora: Julia Niemeyer
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