11/12/2008

Escudo cristalino

A cada ferida que me abrem,
A cada cicatriz que não se fecha,
A cada dia desolada,
Em que eu passo isolada,
Desconsolada, eu me fecho.

E a cada minuto que se passa,
Minha tristeza se engrandece,
E a cada segundo que se arrasta,
Meu escudo se fortalece.
No final, você se afasta.

Eu repilo tudo,
Eu me escondo de todos.
Assim ninguém me machuca,
Assim as feridas não se fecham,
Mas também não se abrem.

E assim eu fico sozinha,
Assim eu me sinto péssima.
E enquanto ninguém se importa
O ciclo se fecha...e depois continua.
Assim eu vivo em profunda amargura.


Autora: Julia Niemeyer

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