E assim em papel eu me desmancho.
Minhas idéias, loucuras e tristezas
A folha recebe em garranchos.
Quando os ouvidos tu fechas,
Quando não mais me iludes,
O ferimento me cobre o peito
E para você eu desapareço.
Não mais rascunho,
O bálsamo eu procuro,
Algo que me entenda, me ouça,
Aqueça-me com palavras de doçura.
Vejo-te ao longe, muito longe,
Minha voz não te alcança...
E o papel lê palavras de amargura impressa.
Autora: Julia Niemeyer
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