A cada vez que uma estrela
Do céu cai com sua cauda em chamas
Eu penso em Febo que
Por uma promessa infortúnia
Se contenta com o filho
Apenas em lembranças.
A ignorância de Faetonte
Certamente nos toca ao lamento,
Mas sua coragem e determinação,
Que não o salvaram da queda ao Eridano,
O ornamentam com palavras de admiração:
“Hic situs est Phaeton, currus auriga paterni,
Quem si non tenuit, magnis tamem excit ausis”
Tua beleza para sempre nos comoverá,
Mesmo que encendiastes a terra, o céu e o mar.
Desculpe-me: minhas lágrimas não são de âmbar.
Autora: Julia Niemeyer
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