O vento corre pelas brechas
De janelas e portas entreabertas
Trazendo o novo,
Passando o tempo,
Levando o velho e seu testamento.
O vento sopra por entre flores,
Carrega folhas misturando cores,
É um guerreiro de muitas dores.
O vento forma ondas
Que vão e vem
Trazendo achados,
Levando perdidos,
Que agora serão de ninguém.
O vento brinca no rosto da menina.
Enxuga suas lágrimas
Trazendo alívio e harmonia.
O vento luta pra nos mudar,
Mas de que adianta
Se sempre queremos voltar?
Nos recordando em nostalgia
E chorando o choro para ele secar?
Nós seres humanos somos
Escravos da mente e cegos pelo coração.
Não temos jeito, somos caso perdido.
Ouvimos sua voz,
Seu grito exasperado
Que de seu seio desesperado
Se mistura com o ar
Para enfim nos tocar.
Ouvimos sua voz,
Mas apesar de todo o esforço
Que nos atinge com sufoco,
Estamos sempre olhando para trás.
Sua luta não é para nós.
Autora: Julia Niemeyer
2 comentários:
Eu queria que o vento passasse e levasse todas as lembranças que ficam na minha cabeça e me deixam presa nessa porra de nostalgia!
Essa coisa de achar que ninguém mais vai conseguir preencher o vazio que ficou...
na verdade eu acho que o vento poderia levar o amor...
menos sofrimento, mais diversão!
beijos pra vc e continue escrevendo!
Bia
Eu sinto falta de vê-la, de visualizar suas formas, seu rosto...
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