10/01/2009

Prece ao vazio

Acabo de perder minha poesia
Nas linhas tristes desse vazio.
Tudo que me resta é o calor
Que procuro para esse frio.

Um outro corpo para me entreter.
Um Bobo da Corte
Para me fazer esquecer.

Um amor perdido que me faça pensar,
Nos tempos bons e no que viera de lá.
Mas eu só penso no vazio.

Abro o meu baú facilmente.
Gotas lavam minha face,
Lavam minhas preces.
E vão lavar, agora, o vazio que só cresce.

No baú escuro, nem uma voz me estremece.
Nenhum cheiro me desperta,
Nenhum canto a mim chama.
E é só em chama...e agora perece.


Autora: Julia Niemeyer

4 comentários:

Anônimo disse...

Escrever é lindo.
Escrever é maravilhoso.
É um talento raro e extremamente delicado. Um talento que traz em sua essência uma pureza que arrebata, que comove, que encanta.
O simples ato de escrever, de exteriorizar emoções, sentimentos, desejos, frustrações, aspirações, é o que há de mais genuíno, de mais límpido, de mais suave, de mais sincero.
Os seus poemas são o mais singelo reflexo do seu espírito e da sua alma.
São verdadeiros portais abertos para o seu conhecimento. Para conhecer você.
Hoje eu aprendi muito, e receio dizer que conquistaste um admirador.

Anônimo disse...

ei! não sei se comento nos outros poemas, alguns dos quais julguei admiráveis, ou aguardo seu novo post.
suponho que cautela seja essencial...
pois bem.

Julia Niemeyer disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Julia Niemeyer disse...
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